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23 Janeiro, 2008
Passou
Não conto o tempo para ninguém. Tenho medo de contar os minutos, as horas, os segundos por dentro de mim, dentro das minhas próprias vísceras. Falo em cada ponteiro, em cada corroer de pele e de tempo delimitado, calando-me. Conto-o para mim e sempre que me encontro, ele já passou. Tenho medo de o contar. Abraço-me, vejo-o andar e sento-me à sua espera. Ele não voltará.
25 Agosto, 2007

Canta enquanto podes,
porque hoje és rei, amanhã…
ah, o amanhã arranca-te do trono,
sem aviso rouba-te a coroa e escarnece de ti!
Primeiro oferece-te deliciosos manjares
reservados aos mais ilustres reis,
e quando estás farto e a invencibilidade transborda pela pele…
…vem o “amanhã” reclamar tudo o que te deu…
tudo o que possuías e enquanto engordavas te ia possuindo a ti.
E fica a carne,
negra e gelada,
a desejar um qualquer trapo para se aquecer
e a sonhar com um fragmento d’alma para se iluminar!
E hoje só!!
Recorro então à raiva,
esse combustível que ao contrário do “hoje”
não se esgota mas se auto-alimenta!
Mas não desesperes “amanhã”,
quando voltares vou cantar…
cantar até ao último segundo,
e cá te espero…
…desta vez sem ilusões!
porque hoje és rei, amanhã…
ah, o amanhã arranca-te do trono,
sem aviso rouba-te a coroa e escarnece de ti!
Primeiro oferece-te deliciosos manjares
reservados aos mais ilustres reis,
e quando estás farto e a invencibilidade transborda pela pele…
…vem o “amanhã” reclamar tudo o que te deu…
tudo o que possuías e enquanto engordavas te ia possuindo a ti.
E fica a carne,
negra e gelada,
a desejar um qualquer trapo para se aquecer
e a sonhar com um fragmento d’alma para se iluminar!
E hoje só!!
Recorro então à raiva,
esse combustível que ao contrário do “hoje”
não se esgota mas se auto-alimenta!
Mas não desesperes “amanhã”,
quando voltares vou cantar…
cantar até ao último segundo,
e cá te espero…
…desta vez sem ilusões!
20 Maio, 2007
um concerto inesquecível
hoje o fundir da criatividade, da magia, do génio...
um pedacinho da nossa verdadeira essência,
a prova inequívoca da nossa divindade.
.
o desrespeito pela lei da estética,
o soltar das notas livres
que despertam do sono profundo.
.
a música que ilumina, que pacifica, reconcilia e cresce.
a música que nos conduz à nossa sina...
d'onde vimos e onde vamos parar.
.
não há volta a dar,
fazemos parte desse grande projecto.
.
a prova que Ele existe somos nós.
o poder de criar certamente não veio dos macacos!
13 Abril, 2007

Não há coincidências…
O caminho era o mesmo de sempre, nenhum fascínio no andar. Sabia o destino, o objectivo e o caminho para lá chegar…nada de novo!
Alguém me tinha falado daquele outro lugar já fazia algum tempo, nunca me decidira lá ir. “E se fosse lá hoje?” O desvio ainda era grande, mas o ímpeto tornava-se maior.
O caminho era o mesmo de sempre, nenhum fascínio no andar, mil e uma vezes tinha passado ali, o mesmo destino, o mesmo objectivo, o mesmo caminho, o mesmo desvio que faria um dia…mas que melhor altura que hoje?
Fui então à procura desse novo lugar…
Encontrei-o, mas a surpresa não era essa. Estavas lá tu, faz algum tempo que não te via!
Não há coincidências…
Esta é a história de um reencontro, a história de cada surpresa que se esconde atrás das temerosas asas da magia, que só levam a voar quem não tem medo de se abraçar às suas asas de espinhos.
Não há coincidências…
Rejeito teorias de sorte e de azar, sou mais adepto da lei da acção/reacção, mas claro, conhecendo Aquele que está por trás das leis do Universo, a vida não podia ser tão matematicamente redigida, a Sua criatividade e humor tinham que introduzir um “factor X” que oscilasse a equação e conduzisse à loucura quem só vive segundo as rígidas leis da segurança e do conhecido.
O caminho era o mesmo de sempre, nenhum fascínio no andar. Sabia o destino, o objectivo e o caminho para lá chegar…nada de novo!
Alguém me tinha falado daquele outro lugar já fazia algum tempo, nunca me decidira lá ir. “E se fosse lá hoje?” O desvio ainda era grande, mas o ímpeto tornava-se maior.
O caminho era o mesmo de sempre, nenhum fascínio no andar, mil e uma vezes tinha passado ali, o mesmo destino, o mesmo objectivo, o mesmo caminho, o mesmo desvio que faria um dia…mas que melhor altura que hoje?
Fui então à procura desse novo lugar…
Encontrei-o, mas a surpresa não era essa. Estavas lá tu, faz algum tempo que não te via!
Não há coincidências…
Esta é a história de um reencontro, a história de cada surpresa que se esconde atrás das temerosas asas da magia, que só levam a voar quem não tem medo de se abraçar às suas asas de espinhos.
Não há coincidências…
Rejeito teorias de sorte e de azar, sou mais adepto da lei da acção/reacção, mas claro, conhecendo Aquele que está por trás das leis do Universo, a vida não podia ser tão matematicamente redigida, a Sua criatividade e humor tinham que introduzir um “factor X” que oscilasse a equação e conduzisse à loucura quem só vive segundo as rígidas leis da segurança e do conhecido.
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...à Teresa, quem eu reencontrei e me ensinou que não existem coincidências.
...ao Pedro Silva sj, de quem tenho muitas saudades, e quem me ensinou que existe algo mais que a acção/reacção. Espero reencontrar-te a ti também em breve.
...à Rita, como não podia deixar de ser, que me inspira e me dá a conhecer Aquele que está por trás das leis do Universo.
16 Janeiro, 2007

Respiro fundo...demoro-me nos últimos momentos antes de retomar o caminho.
Amanhã reencontro as pedras no caminho, o animal escondido atrás da árvore, a lama que acompanha a chuva…quando caímos o chão foge-nos e caímos sem fim.
Mas hoje tudo é paz…verde e suave paz que flutua ao sabor da tua voz e me envolve com os abraços o coração.
Como gostava de aqui ficar, contigo, na berma…mas a paz só faz sentido se lutarmos por ela e não se fecharmos os olhos à guerra.
E é assim, recarregado de sonhos e sorrisos que digo:
- “Vamos anjo…não te conheço a cara, mas sei os teus passos de cor.”
“meu amor tem lábios de silêncio e “pés” de bailarina”

